Arquivos mensais: novembro 2015

Dilma sanciona novas regras para aposentadoria

Regra varia conforme a expectativa de vida da população brasileira.
Artigo que permitia a desaposentação, no entanto, foi vetado.

A presidente Dilma Rousseff sancionou e publicou no “Diário Oficial da União” a lei que institui nova regra para aposentadoria que varia progressivamente de acordo com a expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o texto do DO, as novas regras entram em vigor nesta quinta-feira (5).

As novas regras já estavam incluídas em uma medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff como uma alternativa à regra 85/95, aprovada, em maio, pelo Congressox Nacional e que pôs fim ao fator previdenciário.

Foi vetado, no entanto, o artigo que autorizava a “desaposentadoria”, ou “desaposentação”, que é a possibilidade de o aposentado que continuou trabalhando fazer novo cálculo do benefício, tomando por base o novo período de contribuição e o valor dos salários.

A possibilidade da “desaposentadoria” foi incluída pela Câmara, por meio de uma emenda, e geraria rombo à Previdência Social de R$ 70 bilhões em 20 anos, segundo o governo. Na justificativa ao veto publicada nesta quinta-feira, o governo afirma que a medida “contraria os pilares do sistema previdenciário brasileiro, cujo financiamento é intergeracional e adota o regime de repartição simples”.

Nova fórmula de aposentadoria
A fórmula aprovada pelo Legislativo, na época, permitia aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingisse 85, para as mulheres, e 95, para os homens.

A presidente Dilma Rousseff vetou esse cálculo, sob a justificativa de que aumentaria o rombo na Previdência Social, e editou a medida provisória com outras regras.

A lei sancionada pela presidente nesta quinta-feira (5) indica que a primeira alta na soma, de 85/95 para 86/96, será em 31 de dezembro de 2018. A partir daí, será adicionado um ponto no cálculo a cada dois anos.

Pontuação
Veja abaixo como fica a pontuação mínima para homens e mulheres, em cada dois anos, para receber 100% do benefício de aposentadoria:

- Em 31 de dezembro de 2018: 86 para mulheres e 96 para homens (acréscimo de 1 ponto na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2020: 87 para mulheres e 97 para homens (acréscimo de 2 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2022: 88 para mulheres e 98 para homens (acréscimo de 3 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2024: 89 para mulheres e 99 para homens (acréscimo de 4 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2026: 90 para mulheres e 100 para homens (acréscimo de 5 pontos na fórmula 95/85)

 

FONTE: G1

Sistema de Consórcios em setembro: dados econômicos

Ao atravessar diversos desafios impostos pela crise econômica, o consumidor brasileiro tem apertado o cinto e reavaliado gastos mensais, estabelecendo mudanças em condutas pessoais ou familiares. Diante da situação, o Sistema de Consórcios tem sido uma opção bastante procurada para adquirir bens ou contratar serviços de forma econômica e planejada, uma vez que a modalidade possibilita prazos mais longos e parcelas acessíveis ao bolso do consumidor.

 

Dados econômicos acumulados de janeiro a setembro deste ano mostram crescimento de 4,8% nas vendas de novas cotas no Sistema de Consórcios em relação a 2014. O total saltou de 1,67 milhão para 1,75 milhão, movimentando mais de R$ 65 bilhões. A média de vendas de novas cotas por dia útil foi 9,4 mil.

Com o balanço positivo, o número de participantes ativos consolidado do Sistema de Consórcios alcançou 7,15 milhões em setembro, 2,4% a mais do que no mesmo período de 2014. Os dois setores do mecanismo com mais adesões são os consórcios de imóveis e de veículos leves, com altas de 47% e 14,5%, respectivamente, na entrada de novos consorciados durante os nove primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2014.

Confira, a seguir, um resumo do desempenho de cada setor no mês de setembro, com base em estimativas da Assessoria Econômica da ABAC. Os dados comparativos fazem referência ao período entre os meses de janeiro e setembro de 2014:

Consórcios de veículos leves: nos nove primeiros meses deste ano, o setor registrou crescimento de 8,3% no total de participantes ativos consolidados. Os demais indicadores também estiveram em alta, com exceção do tíquete médio que se manteve estável. O destaque foi o aumento de 14,5% na venda de novas cotas, com 14,6% de crescimento no total de créditos comercializados. Ao registrar potencial participação em 24,9% nas vendas do mercado interno, o setor disponibilizou créditos de quase R$ 16 bilhões para os diversos elos da cadeia produtiva do setor automobilístico.

Consórcios de imóveis: o acumulado de vendas de novas cotas apontou alta de 47%, entre janeiro e setembro deste ano, e 49,5% no volume de créditos comercializados. Com isso, o setor aproximou-se dos 800 mil participantes ativos consolidados em setembro deste ano, 3,8% acima do registrado no ano passado. Paralelamente, os indicadores de tíquete médio, contemplações e créditos disponibilizados também cresceram 1,2%, 2,7% e 7,3%, respectivamente.

Consórcios de motocicletas e motonetas: o setor das duas rodas encerrou os nove primeiros meses do ano com alta de 1,6% no total de contemplações. O volume acumulado indicou 61% de potencial participação da modalidade nas vendas do mercado interno e o número de créditos disponibilizados cresceu 11,8%. Já o número de participantes ativos consolidados, novas adesões e tíquete médio do mês estiveram em baixa de 4%, 8,6% e 20,2%, respectivamente.

Consórcios de veículos pesados: sem acompanhar a retração nas vendas de veículos pesados, o setor manteve o ritmo de alta no total de participantes ativos consolidados, com 4,6%. Os acumulados de novas adesões, créditos comercializados e tíquete médio cresceram 8,7%, 11,1% e 1,9%, respectivamente. Houve retração de 7,4% e de 5,4% em contemplações e créditos disponibilizados.

Consórcios de eletroeletrônicos e outros bens duráveis: sem uma possível reversão em curto prazo, a atual crise econômica segue provocando retração em praticamente todas as atividades.  No consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, diversos indicadores apresentaram baixa: – 10% nos acumulados de vendas de novas cotas, – 21% em contemplações, – 20,4% em volumes de participantes ativos consolidados, – 7,8% em créditos comercializados e – 12,5% em créditos disponibilizados. Porém, a alta de 4,2% no tíquete médio assinalou que as adesões têm mantido o valor dos créditos desejados pelos consorciados em R$ 5 mil.

Consórcios de serviços: Nos nove primeiros meses, apresentaram alta os seguintes indicadores: participantes ativos consolidados (35,4%), contemplações (39,5%), créditos disponibilizados (34,5%) e vendas de novas cotas (3,4%). Houve retração no tíquete médio (- 1,7%) e estabilidade em créditos comercializados.

Sistema de Consórcios em geral

Veja os números gerais do Sistema de Consórcios entre os meses de janeiro e setembro de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado:

Participantes ativos consolidados (consorciados em grupos em andamento)

– 7,15 milhões (setembro/2015)

– Crescimento: 2,4%

Vendas de novas cotas (novos consorciados)

– 1,748 milhão (janeiro-setembro/2015)

– Crescimento: 4,4%

Volume de créditos comercializados

– R$ 65,14 bilhões (janeiro-setembro/2015)

– Crescimento: 18,4%

Tíquete médio geral (valor médio da cota no mês)

– R$ 38,7 mil (setembro/2015)

Crescimento: 9%

Contemplações (consorciados que tiveram a oportunidade de comprar bens)

– 1,06 milhão (janeiro-setembro/2015)

– Crescimento: 6%

Volume de créditos disponibilizados

– R$ 30,72 bilhões (janeiro-setembro/2015)

– Crescimento: 10,7%

 

Fonte ABAC

Atraso na parcela do consórcio: o que acontece?

Quando você participa de um grupo de consórcio e acontece de atrasar ou deixar de pagar uma prestação, temos as orientações para essas situações que podem esclarecer o que fazer.

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Após entrar para o consórcio, você vai escolher um plano com parcelas ideais de acordo com o seu estilo de vida. O Sistema não permite flexibilidade de valores e de tempo, mas todos nós sabemos que existem imprevistos que podem ocorrer.

A principal atitude a tomar depois que não ocorre o pagamento da parcela, é procurar sua administradora e tentar fazer um acordo. A empresa vai te ajudar nessa situação. E mesmo assim, se não tiver sido contemplado e por algum motivo não conseguir pagar as prestações, existe a possibilidade de ver com a administradora uma solução como optar por um bem ou serviço de menor valor. A prestação vai ficar menor e na mesma proporção do valor do bem ou serviço que você escolher. Uma outra saída é transferir sua cota para outra pessoa.

Em qualquer dívida temos que ser pontuais no pagamento, mas no consórcio o cuidado é redobrado, mesmo depois da contemplação e da aquisição do bem ou serviço. Sendo um grupo, cada participante interfere no grupo. Pois, cada participante do grupo depende da contribuição de todos os consorciados para cumprir o grande objetivo de receber o crédito.

Como segurança e direito dos demais participantes do grupo, o consorciado que estiver em atraso ou falta de pagamento:

  • Não poderá participar do sorteio e/ou lance, dependendo do que estiver acordado no contrato com a administradora;

  • Arcará com juros de 1% ao mês e multa de 2% sobre as parcelas não pagas, cujo valor será calculado sobre o preço atualizado do bem ou serviço;

  • Se já tiver sido contemplado, mas ainda não usado o crédito, poderá ter a contemplação cancelada por decisão da Assembleia Geral Ordinária;

  • Se já tiver a posse do bem ou a contratação do serviço, poderá ter as garantias fornecidas executadas pela administradora;

  • Se ainda não tiver sido contemplado, poderá ser excluído do grupo, conforme estabelecido no contrato. Neste caso, o consorciado continuará participando dos sorteios e a administradora devolverá a quantia paga ao fundo comum quando ele for contemplado. Do valor a ser restituído, poderá ser aplicada cláusula penal pela quebra de contrato;

  • Não poderá votar nas Assembleias Gerais Extraordinárias.

O mais importante é lembrar de perceber antes do prazo que não poderá pagar em dia suas prestações, procurar sua administradora com antecedência e explicar a situação para tentar um acordo.

Qualquer dúvida, você também pode entrar em contato e falar conosco. Estamos sempre aqui para ajudar.